Dia dos Avós reforça alerta para a violência contra pessoas idosas
Pesquisa aponta que uma em cada quatro pessoas idosas enfrenta maus-tratos no mundo


O Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho, costuma ser marcado por homenagens e encontros familiares. A data também é um convite à reflexão. O cuidado diário tem preservado a dignidade, a segurança e a autonomia das pessoas idosas? Uma pesquisa publicada na revista BMC Public Health aponta a América do Sul como a região com maior prevalência estimada de maus-tratos. O abuso psicológico e a negligência estão entre as formas mais comuns.
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Controlar a aposentadoria, ignorar necessidades de saúde, tomar decisões sem consultar ou tratar a pessoa idosa como criança podem ser confundidos com cuidado. Quando retiram sua autonomia e dignidade, porém, tornam-se formas de violência. A educadora Janete Lima, diretora do projeto Quebrando o Silêncio para oito países da América do Sul, apresenta algumas orientações para familiares e cuidadores:
- Ouça: considere sentimentos, histórias e opiniões.
- Preserve a autonomia: inclua a pessoa idosa nas decisões e respeite seu ritmo.
- Garanta cuidados básicos: ofereça alimentação adequada, higiene e atendimento médico.
- Incentive a convivência: fortaleça os vínculos familiares, sociais e comunitários.
- Observe e denuncie: fique atento a sinais de negligência, maus-tratos ou exploração financeira. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100. Quando a vítima for mulher, o Ligue 180 também pode ser acionado.
A sobrecarga física e emocional aumenta o risco de conflitos e negligência. Por isso, familiares devem dividir as tarefas, buscar capacitação e recorrer a redes de apoio. O cuidador também precisa reconhecer seus limites, descansar e pedir ajuda.
O papel da igreja

A igreja pode integrar jovens e idosos nos planejamentos, cultos e projetos. Essa convivência promove a troca de experiências, fortalece os vínculos e valoriza a contribuição de cada geração. A comunidade também pode organizar visitas, acompanhar consultas e ajudar em tarefas práticas. Pessoas que não conseguem frequentar os cultos podem receber apoio espiritual em casa. O revezamento de tarefas também reduz a sobrecarga dos cuidadores.
Além disso, líderes e membros devem conhecer os sinais de violência e orientar a denúncia. A fé e o vínculo com a comunidade contribuem para o sentimento de pertencimento e reafirmam o valor da pessoa em todas as fases da vida.
Para ajudar nesse trabalho, a Igreja Adventista do Sétimo Dia desenvolve o projeto Quebrando o Silêncio, que neste ano combate a violência contra a pessoa idosa e promove formas de cuidado. Os materiais gratuitos estão disponíveis no site. Clique aqui e veja.
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